Novo momento para o Brasil

Parece que o Brasil começa a entrar em um novo ciclo: o fim da ilusão monetária. No passado recente, com as taxas de inflação elevadas, tínhamos a impressão de que os reajustes salariais nos protegiam e ainda nos davam alguma vantagem. Agora, está provado que isso não é verdade. Uma inflação alta corrói nosso poder de compra, que fica menor do que no passado.

Em 2017, tivemos uma inflação baixa que resultou também em reajustes salariais em percentuais muito menores que os de anos anteriores. A impressão que ficou é a de que houve perda salarial, mas na verdade foi o inverso. Quanto menor a inflação, melhor para a sociedade, pois o resultado será um maior poder de compra no futuro.

O que faz os preços diminuírem é a relação entre oferta e procura, ou seja, eles baixam se existe capacidade produtiva e disponibilidade para abastecer o mercado. Ao contrário, se faltam produtos, os preços sobem. Os preços ainda estão altos, mas no caminho para o ajuste. E pelo que tudo indica, devem baixar, pois a oferta é maior do que a demanda.

Marcelo Cenacchi


Boas perspectivas

im-ed

Segundo estudos de um grande banco, uma redução na inflação de 6% para 3% ao ano pode elevar o poder de compra dos salários em 1,3% na média anual. Isso mostra que a dinâmica da inflação é fundamental para o poder de compra e o bem-estar das pessoas. Nesse sentido, é importante dar valor ao trabalho que tem sido feito pelo governo para reduzir a inflação. É essencial saber que a permanência de uma inflação baixa é condição necessária para que os aumentos de salário resultem, efetivamente, em maior poder de compra para todos.